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Contrato de gaveta: quais os riscos?

O contrato de gaveta é prática corriqueira na compra de imóveis financiados.

Você já ouviu falar em contrato de gaveta? Sabe o que é, como é feito e, principalmente, quais são os seus riscos?

O contrato de gaveta é um contrato sem testemunhas e nem registro em cartório, geralmente feito entre quem realizou o financiamento de um imóvel junto a um banco (o mutuário) e um terceiro contratante, que quer comprar esse imóvel financiado e não quitado.

As partes acordam a venda do imóvel financiado mas, para não comunicarem a venda ao banco que realiza o financiamento, o que traria custos altos com impostos, maiores burocracias e aumento nos valores das parcelas financiadas (conforme lei 8.004/1990), assinam apenas um contrato, que geralmente não possui testemunhas e não é levado para registro em cartório, ou seja, é colocado no fundo da gaveta e esquecido ali.

Esse tipo de contrato é baseado na confiança entre as duas partes, e embora seja bastante comum possui pouca validade jurídica, justamente por não seguir o que a lei determina, trazendo grandes riscos para as duas partes.

Riscos

Os maiores riscos do contrato de gaveta são para aquele que tem interesse em comprar o imóvel que está em financiamento, vejamos:

Já para quem vende o imóvel, o mutuário (aquele que possui o empréstimo não quitado ativo) os principais riscos são:

Afinal, vale a pena?

Todos os riscos são elevados e acontecem frequentemente, gerando inúmeros processos judiciais em busca de solução para os problemas gerados desse tipo de contrato. Embora algum tribunais entendam que o contrato de gaveta é valido a sua validade é limitada entre as partes, e essa é a fonte principal dos risco apontados,

Antes de qualquer tipo de contratação é imprescindível que um advogado seja contatado para que se evite transtornos futuros e dores de cabeça, ele é o profissional que indicará a forma mais segura de fazer o seu negócio.